quarta-feira, 8 de junho de 2011
o menino [sempre] me dá a mão
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
open / close
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
nirvana
Olhar um vídeo de um casal dançando (ou de si mesmo com alguém) não diz muita coisa sobre o que é dançar junto. Há toda uma dinâmica interna ao corpo, uma misteriosa relação com o outro e com a música. Talvez a dança (de salão) seja um dos raros modos de relação que se aproximem do sexo na possibilidade de movimentar a energia, a respiração, a emoção do outro. É por isso que às vezes conseguimos parar o mundo no fim do facão, no samba de gafieira, entre qualquer passo de tango ou mesmo em alguma travada do forró.Se bem conduzida, se o casal congela precisamente junto com uma pausa da música (no meio ou no fim), o contraste com a agitação anterior abre os sentidos e cria a sensação de completa expansão temporal e espacial. Quando voltamos a conversar com os amigos ao redor, parece que acabamos de sair de outro universo. De fato, não estávamos dançando. Deve existir outro verbo pra isso.
GITTI, Gustavo
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
malvadeza way of life
'Estamos em busca de novos talentos, se você tem interesse em ser colaborador(a) do blog, mande um e-mail para vanessa@malvadas.org dizendo o que você gosta de fazer (textos, vídeos, podcast). No mais, valeu moçada. Vocês são do caralho!'--
Pois é, esta foi a mensagem com a qual me deparei no .:Malvadas.: (blog querido e visitado religiosamente) há quase 1 mês atrás. Bem, o resultado vocês já devem imaginar. Logo, por favor, não deixem de passar por lá e darem uma conferida nos nossos posts melévolos :P
terça-feira, 30 de novembro de 2010
não é preciso
'Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo'
PESSOA, Fernando.
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Engraçado que, na maioria das vezes, achava um pouco pretensioso demais um artista, desse jeito assim; tão incrível, tão real, tão 'logo ali', estar interessado em ficar (algum tempo, pelo menos) - justamente - ao meu lado...Tão aqui. Definitivamente, a permissividade é sinônima da proximidade.
domingo, 21 de novembro de 2010
de ninar
A minha alma chorou tanto,
Que de pranto está vazia
Desde que aqui fiquei,
Sem a sua companhia
Não há pranto sem saudade
Nem amor sem alegria
É por isso que eu reclamo
Essa tua companhia
Como pode um peixe vivo
Viver fora da água fria?
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia?
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia?
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A questão ultrapassa a dúvida, é nem cogitar a possibilidade dela existir. Como se passasse a ser - a partir de agora - testemunha ocular da vulnerabilidade da permanência das coisas titubear diante do inevitável. Que, ainda assim, é tudo o que se quer evitar.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
XX, oras!
Super Homem, a CançãoUm dia vivi a ilusão de que ser homem bastaria
Que o mundo masculino tudo me daria
Do que eu quisesse ter
Que nada, minha porção mulher que até então se resguardara
É a porção melhor que trago em mim agora
É o que me faz viver
Quem dera pudesse todo homem compreender, ó mãe, quem dera
Ser o verão no apogeu da primavera
E só por ela ser
Quem sabe o super-homem venha nos restituir a glória
Mudando como um Deus o curso da história
Por causa da mulher
--> vale à pena ouvir: (clique aqui)
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Então, de repente, tudo vem à tona como um estalo precedendo uma avalanche gigantesca (cheia de questões, incógnitas e possibilidades) que te atropela e já avassala antes mesmo de terminar de passar completamente por cima de você. Aos 25 você já distingue perfeitamente quando as cobranças começam a se transformar em questão de gênero e deixam de ser por conta da idade. É quando os sintomas da mulherzice aguda já estão perceptíveis, completamente à flor da pele. Confesso que só me dei conta efetivamente da coisa do se ‘flagrar deixando escapar naturalmente um bocado de feminilidade’ há uns dias atrás. O fato é que, na verdade, eu teria usado a palavra feminismo ao invés de feminilidade, mas resolvi trocá-la por ter tido novamente a mesmíssima e quase incômoda sensação ao ouvir (de um certo moço) que eu era feminista. O sentimento inicial foi uma espécie de repulsa por ter percebido o termo como algo ligeiramente pejorativo. Com o passar do tempo e o desenrolar dos argumentos fui digerindo aos poucos o fato de que dificilmente conseguiremos deixar de lado nossa essência. Essa combinação de fatores não faz parte de uma equação matemática onde somando ou diminuindo elementos mais ou menos suaves é que se chega à fórmula exata para definir ou até mesmo diferenciar o âmago feminino do masculino. Há muito mais fortaleza, racionalidade e equilíbrio permeando o mundo cor de rosa (volta e meia também fica amarelo, branco, preto e azul; quando fica vermelho é meu período predileto) do que podemos imaginar. O que constitui o ser e a natureza das coisas, o que há de mais puro e subtil [nos corpos], como na definição de essência no dicionário, é o que realmente somos. Sendo assim: mulher às voltas com o eterno e doce drama de se permitir e (re) descobrir envolta no universo feminino.
