quinta-feira, 6 de maio de 2010

questão de gênero




'A vida é uma menina desprevenida'

CARVALHO, Thiago.

--





Vida - Dicionário Priberam da Língua Portuguesa:

1. O período de tempo que decorre
desde o nascimento
até à morte dos seres;
2. Modo de viver.
3. Comportamento.
4. Alimentação e necessidade da vida.
5. Ocupação, profissão, carreira.
6. Princípio de existência, de força, de entusiasmo,
de actividade!atividade (diz-se das pessoas e das coisas).
7. Fundamento, essência; causa, origem.

--> SUBSTANTIVO FEMININO (e ponto)

sábado, 24 de abril de 2010

wonderwall?

'Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta meu desejo
Tente me obrigar a fazer o que não quero
E você vai logo ver o que acontece.
Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas.


Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Tudo está perdido mas existem possibilidades.
Tínhamos a idéia, mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia
Já passou, já passou - quem sabe outro dia.

Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo terrorismo, falávamos de amizade.

Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho mas
Não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar.

Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda a calma do mundo'.

* Sereníssima, Legião Urbana

--
Antes os sonhos de menina
Agora um despertar abrupto
Antes o medo seguido de afago
Agora só a ameaça do receio (sem direito a ombro ou acalanto)
Antes as gargalhadas permeavam nossas noites,
contidas para não acordar toda a casa [cheia de nós]
Agora os sussurros desentendidos deram lugar os gritos
[transbordando o que não somos]
Antes eu via, o via, ouvia e ávida por tudo isso
Agora mal enxergo o que há de vir...
Antes eu queria tanto!
Agora só não consigo...
(por enquanto, tomara!)

sexta-feira, 5 de março de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

O longe é mais perto do que se imagina

de: priscila bispo
para: Eliza Rizo
data: 24 de janeiro de 2009 00:24

Ô, querida...
Só agora, com a cabeça um pouco mais tranquila e pensamentos refeitos, vi que não era pra ter te ligado e menos ainda te deixado preocupada. Foi impulso mesmo, pensei em você ao longo do dia e meu coração apertou...Tanta coisa, tantos pensamentos...Tudo o que eu mais queria, de verdade, era estar aí para irmos até a tetería ou starbucks e dar uma 'desligada'. Fora a saudade da gente, das conversas e a sensação de que você - definitivamente - foi o melhor 'achado' que sua irmã poderia ter trazido pra mim.
Por favor, fique tranquila, tá tudo bem! 'Aprendi que tudo passa tomando chá ou cachaça' (por via das dúvidas, me cerquei de todos os lados - rs)... No pouco tempo que estive aí, juro que consegui entender a coisa da 'emergência da saudade' e como é péssimo querer que um abraço se materialize e saber que não é possível a tantos quilômetros de distância...
Em todo o caso, para ficar registrado e sacramentado, a vida segue e bem, além ou apesar de todo o resto, porque temos a certeza de que estamos somente a algumas cordilheiras de distância, mas logo ao lado do sentimento que nutrimos mutuamente e nos une.
Beijo no Mauri, beijo na família dele, nos amigos e...pra ti também, oras! :P
.te cuida, te amo.

de: Eliza Rizo
para: priscila bispo
data: 24 de janeiro de 2009 13:42
assunto Re: sorry...

Querida mia,
não diga isso!!! Vc pode me ligar sempre que sentir vontade!! Sempre!
Nos momentos alegres, tristes, angustiados,...Parece piegas, mas é verdade! Pra isso somos amigas! Adoro muito ser tua amiga, que bom que vc sente a mesma coisa por mim, porque é o que eu sempre disse pras pessoas: "vc é a única amiga legal da minha irmã" :D
Imagino que seu dia pode ter sido difícil... Mas olha... A gente nunca sabe porque nos passam esses tipos de coisas. Agradece a Deus que esteja tudo bem e confia que para algo tudo acontece na vida, geralmente é pra que sejamos mais fortes.
Queria poder te dar um abraço apertado.... Mas como vc mesma sabe... A cordilheira não é suficiente para separar nosso carinho, não é isso? <3

--

Para nos confortar e fortificar. Para lembrar que em dias difíceis, ainda que as adversidades sejam tantas, é isso o que faz com que fiquemos de pé - apesar de todo e qualquer abalo.

Para Eliza Rizo e Mauricio Gallardo.
Desde já: a minha solidariedade e votos de paz para as pessoas atingidas pelo terremoto no Chile.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

190, 199? Não, obrigado!

- Prica, você sabe que no passeio da escola minha mãe me deu um dinheirinho pra usar se acontecesse alguma emergência?! Como não aconteceu nada, não teve nenhuma emergência de verdade, eu usei o dinheiro para comprar uma gaita, ué!

BISPO, Mariana

--

Porque era disso que a vida (na grande maioria das vezes) deveria ser feita:
um descartar de preocupações desnecessárias, música ao invés de contratempos, cores em dias de chuva e sol, incríveis simples descobertas, pequenas coragens para enfrentar grandes monstros do escuro [ou claro]. Entre tarefas de casa e o balançar na rede, o quintal deveria se transformar em palco mais vezes e o regar plantas aderir ao codinome 'se refrescar com a mangueira'. Cirandas, 'atireis os paus nos gatos' e piques deveriam ser as trilhas sonoras das tardes de todo o verão. Sorrisos largos, gargalhadas prolongadas e abraços espontâneos seriam sempre de bom tom. Mãos pequeninas afagando nossos rostos podem valer mais que longas semanas em spas. Fábulas, contos e fazes de conta têm poder de narrar ou até mesmo transformar uma vida.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

dez



'Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém
que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la'

LISPECTOR, Clarice

--

Ainda que eu feche os olhos consigo ver o olhar,
as mãos longas e suaves
que volta e meia entrelaçavam meus cabelos.
Por mais que eu queira fechar os olhos
ainda vejo toda a intempestividade.

Só porque eu não quero fechar os olhos
voltam as festas e noites de danças.

Ainda que eu esteja dormindo
o encontro acontece com certa frequência.

Por mais que eu queira dormir


os déjà vus vem e vão.
Só porque eu não quero dormir
os sonhos bons são soníferos infalíveis.

Ainda que os olhos estejam marejados
as lágrimas não embaçam o semblante.

Por mais que eu queira deixar os olhos marejarem
a vejo sempre bela.

Só porque eu não quero deixar os olhos marejarem
a saudade ainda costuma sair por eles, de vez em quando.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

sideways

'Eu falo de amor à vida,
Você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.

Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.



Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!"
E você só acredita quando eu juro.
Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.


Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.
Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!


Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?'

MOSKA, Paulinho

--

A verdade é que nunca entendi ao certo a fissura das pessoas por paralelas. Eu quero mais é uma vida esquina ou rua principal! Essa coisa das paralelas soa até um pouco poético, mas é pouco prático e nada funcional, sem contar a solidão - sempre companheira.


Eu quero caminhos que se cruzem, com direito a todas as suas pedras e flores do trajeto a que tenho direito. Prefiro o risco do encontro à utopia do 'quase lá' e do 'pertinho' (que nunca chegam). Ruas paralelas são próximas, costumam ter diversas coisas em comum, mas são alheias ao melhor da vida: o ponto de encontro! E ainda têm a monotonia da retidão, a pouca sinuosidade além da pressa que elas, ainda que involuntariamente, nos provocam.

Taí outra coisa que não entendo: pra quê a pressa se não haverá encontro? De quê adianta a ansiedade? Se não há um encontro, daqueles com que se sonham e tudo, as borboletas no estômago são um verdadeiro genocídio!
Travessas perpendiculares me parecem bem interessantes, ainda mais porque são aquelas que - geralmente - culminam numa praça com canteiros floridos e direito à criança incluída no combo! Passeios de bicicletas, piqueniques e pôres do sol me soam tão bem...É pra lá que quero ir!