Você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.
Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!"
E você só acredita quando eu juro.
Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.
Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?
Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?'
MOSKA, Paulinho
--A verdade é que nunca entendi ao certo a fissura das pessoas por paralelas. Eu quero mais é uma vida esquina ou rua principal! Essa coisa das paralelas soa até um pouco poético, mas é pouco prático e nada funcional, sem contar a solidão - sempre companheira.
Taí outra coisa que não entendo: pra quê a pressa se não haverá encontro? De quê adianta a ansiedade? Se não há um encontro, daqueles com que se sonham e tudo, as borboletas no estômago são um verdadeiro genocídio! Travessas perpendiculares me parecem bem interessantes, ainda mais porque são aquelas que - geralmente - culminam numa praça com canteiros floridos e direito à criança incluída no combo! Passeios de bicicletas, piqueniques e pôres do sol me soam tão bem...É pra lá que quero ir!









