segunda-feira, 18 de outubro de 2010

carta aberta ao desapego

* Saber desistir é uma arte

Minha vida já deu guinadas tão inacreditáveis que passei a respeitar um pouco mais os roteiros rocambolescos das novelas. E, quanto mais me abro às mudanças de rumo, às possibilidades (ainda que remotas) e até mesmo aos sonhos impossíveis, percebo que novas guinadas podem vir a acontecer __ou a murchar__ como se fossem ondas no mar. Inclusive porque desistir é uma arte e faz parte da vida tanto quanto lutar.

Acho que é uma conseqü
ência natural: a gente se abre pra vida, a vida vem.


Houve uma época em que eu tinha todo o futuro esquematizado na cabeça, mas o tempo foi passando enquanto a realidade parecia me empurrar para outros caminhos, porque por mais que eu me esforçasse, aquele roteiro que eu tinha traçado para mim estava longe de se concretizar. Um dia, entendi que ela, a vida, tem mais imaginação que eu. E aceitei que precisava aprender a “deixar pra trás”.


Amizades infrutíferas, sonhos ou projetos que não se realizam, amores que não evoluem, carreiras que não alavancam, convivências impossíveis, promessas que não se concretizam...



Aprenda a deixar para trás. Aceite que, talvez, seu destino esteja em outro lugar... sem deixar-se cair na armadilha de crer no "destino traçado", porque aí se esconde o perigo de, simplesmente, não agir, não buscar, não desistir, não partir pra outra. Mas é preciso reconhecer que, da mesma maneira que algumas coisas parecem fazer uma força danada para acontecer, outras... não acontecem! Em alguns casos, portanto, desistir pode ser uma atitude sábia, em vez de covarde. E que exige muita força, porque desistir dói.

Mas entenda que o desapego, muitas vezes, é a melhor alternativa, inclusive para que a vida flua, em vez de tornar-se cada vez mais estéril ou frustrante. Deixar para trás nos liberta e nos abre portas inimagináveis para destinos que, antes, nos pareceriam impossíveis.

Aprenda a seguir adiante, e com as mãos vazias, para que possa enchê-las de novo...

Novas amizades, nova carreira, novos sonhos, relacionamentos, oportunidades e todo o resto que faz a vida ser maravilhosa estão ao nosso alcance por toda parte, mas às vezes a gente precisa, antes de estender a mão e agarrar o “novo”, fazer uma reforma íntima e ajustar o foco do nosso olhar sobre nós mesmos: abrir o coração e a vontade para receber o dia e o que ele trouxer na bagagem e usar a inteligência para entender que, para mudar as coisas e o rumo dos acontecimentos, temos antes que mudar a nossa cabeça e desprogramar aquelas ações e reações destrutivas que trazemos gravadas em nós, sem que nos demos conta.

“Eu não mereço”. “É demais pra mim”. “Não pode ser verdade”. “Ah, se eu pudesse...” “Não consigo”. “Felicidade é para os outros”. “Fulano é fdp”. “A vida é dura”. “O ser humano é mau”. “Desconfie sempre".


Temos que nos desarmar porque não estamos em combate com a vida: ela de um lado no ringue, e nós do outro, lutando para impor nossa vontade diante de um inimigo perigoso de modo que não precisemos desistir de nada. Sei que não é fácil mudar nosso olhar e nosso comportamento, ou deixar de brigar com a vida e com as pessoas. Mas só assim conseguimos de fato abrir mão do que não frutifica, por mais que nos pareça impossível, e mudar o plantio, cultivar outro futuro. Viver um namoro com o tempo, com o mundo. Deixar pra trás o lema de que a vida é uma batalha.


A gente tem que abraçar a vida e fazer amor com ela. Abrace e beije a vida, pra que ela te abrace e te beije de volta!

* Texto retirado do blog Alma Lavada, escrito por Fernanda Dannemann.
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Vale a dica do blog e do texto -
Alma Lavada.
Ei, vida: eis aqui um abraço enorme e um beijo ainda maior! Que tal, hein?

domingo, 3 de outubro de 2010

conversa pré- botas batidas

- Bom mesmo a gente ter conseguido encontrar um tempo pra vir aqui conversar. Ando preocupada com você. Já faz tempo que quero ter essa conversa contigo. Pela primeira vez serei bem dura, que é pra você se você acorda de uma vez.
- Tudo bem, eu aguento!
- O que foram esses dias todos que passaram nesses 2 últimos meses? O que você tava querendo com isso? Ter certeza que você é absurdamente incrível, interessante, bonita, descolada, inteligente e divertida? Cara, você precisa parar de querer provar isso o tempo inteiro! E sabe por quê? Porque você é e ponto. Não é o fulano, o cliclano ou o beltrano que têm que dizer. Eles até dizem, mesmo porque não tem como dizer o contrário. E no final a tua real necessidade é provar isso pra você mesma, ou seja, perda de tempo e energia. Por favor, chega de máscara, de vestir sempre uma armadura todas as vezes que alguém chega mais perto. Não agüento mais ver (mais) uma mulher incrível como você se render ao cetismo das relações e, pior ainda, fazer hora com a cara do amor!
- Você acha mesmo que faço isso?
- Qual é sua dúvida?
É normal, todo mundo quebra a cara, sofre e chora, a não ser quem não se permite viver uma coisa fantástica. Fantástica ainda que seja breve. Meu medo é você começar a achar que não é pra você, que não merece ou que nunca vai acontecer. Tenho mais medo ainda das coisas que não se resolveram até hoje. Quanto tempo ainda vai demorar pra você tomar uma atitude 100% a favor do amor e de você mesma? Mais cinco anos? O que tá faltando pra você dar a cara pra bater, se despir de qualquer medo ou sombra de fracasso? E daí se não for pra acontecer essa história desse jeito?
- Qual foi mesmo a primeira pergunta?

- Só vai importar se você for atrás da resposta! É absolutamente natural ter medo depois de algumas decepções, de gente esquisita, imatura, covarde e principalmente indecisa...O que eu não posso aceitar é te ver com a cabeça cheia de interrogações o tempo inteiro e não alcançar uma resposta defintiva.
- E existe alguma resposta definitiva?

- Não é no sentido de predestinação, como maktub, nada disso. É: quer? Ah, sim, quero, então é isso e vai à luta. Ou então: não quero, não dá, não aconteceu. E tudo bem, vá seguir e buscar outra coisa. Olhe à sua volta, preste atenção nas oportunidades que você já perdeu por não querer se jogar verdadeiramente ou por se sentir presa à uma situação que, na realidade, nunca atou e nem desatou! Isso é um grito e prec
iso que você escute.
- Nem se eu fosse surda deixaria de ouvir...As informações acabaram de ser processadas e neste exato momento me parecem que estão saindo do cérebro diretamente para outro órgão menos metódico.

* diálogo entre duas amigas na cafeteria

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Acho que nunca ouvi alguém fazer um apelo tão sincero. O que mais me chamou a atenção, além das palavras, aparentemente disparadas sem dó e nem piedade (talvez a moça estivesse precisando de algo mais efetivo do que um simples 'puxão de orelha') foram as expressões do rosto dela. Pareciam ser de quem realmente se importava com a menina. Sim, era uma menina...Olhos atentos de quem falava e de quem calava também. Achei a moça corajosa. Sem dúvida, é preciso muita coragem para pontuar as questões mais complicadas do outro e trazê-las à tona para fazer com que ele as encare. Penso que também tenha precisado ter muita certeza de que a menina é muito importante, que é mútuo, e que qualquer frase mais dura jamais colocaria em dúvida o fato de que - sob hipótese alguma - uma situação como esta seria capaz de promover um desafeto; e que o desabafo se deu muito por conta disso. Conhecer o outro e conseguir enxergar sua essência pode ser muito complexo e raro. Torcer por ele e constatar que qualquer indício de felicidade dele faz toda a diferença no teu dia é o que vale por toda uma vida.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

esmero

'Minha força está na solidão.
Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite'

LISPECTOR, Clarice
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Era uma casa não tão engraçada, tinha teto e tudo o mais.
Todo mundo podia entrar, o problema mesmo era ter que sair.
Eram dois andares, dois quartos, duas salas,
dois computadores, dois fogões.
Duas mulheres, duas camas [vazias], duas forças, uma novidade: unidade.
Há quem diga que é preciso deixar que a calmaria se vá em algum momento. Costumam dizer por aí que só sabemos a dimensão real da nossa força quando precisamos, efetivamente, utilizá-la.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

wide open (?)


Fora tão fácil. Eu ia passar a noite de sábado com o Big. Em menos de 30 segundos, ressuscitamos o relacionamento que havia demorado seis meses para morrer.

Naquela noite, eu ia sair com o Big.
Eu estava sentindo tudo: medo, felicidade, pavor. Eu estava pronta para aceitá-lo de novo na minha vida? Será que revê-lo era um grande erro? Por que eu estava tão animada? Eu estava me sentido confusa. Charlotte tinha razão? Se todo mundo morre de vontade de fazer contatos, será que um relacionamento pode nos trazer de volta à vida?

De repente, namorar de novo com Big parecia uma péssima idéia.
Na primeira vez, eu caí fora na hora certa. Será que seria assim na segunda vez?

Era um déjà vu. Eu, o Big, uma porta de entrada e sentimentos confusos.

Acabamos não jogando mais. Eu não sabia se aquilo era um suicídio. Eu só sabia que eu e o Big tínhamos reencarnado. E eu nunca havia me sentido tão viva.


* A jornalista Carrie Bradshaw transformando seus devaneios em material para sua coluna, no jornal The New York Star, no seriado Sex And The City. TEMPORADA 02, EPISÓDIO 05 - "QUATRO MULHERES E UM FUNERAL"
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De cara preciso assumir um compromisso aqui que eu havia feito comigo mesma assim que o .deouvirdizer. estava sendo gerado. Tentar não fazer do blog uma releitura barata de Sex And The City e menos ainda um mero espaço para sua transcrição. O que não posso evitar, apesar de tentar com uma certa frequência, é trazer à tona algumas situações vividas pelas quatro amigas de Nova Iorque - que, sem sombra de dúvida, são catarses instantâneas para qualquer mulher (ou, pelo menos, para aquelas que não fazem muito esforço para evitar seus devaneios).
Apesar de não saber ao certo se a ficção nos plagia o tempo todo, e por isso se faz tão incrível, ou se nossas expectativas estão tão à flor da pele que as repousamos em qualquer lugar no qual possamos nos encaixar minimamente; penso que por conta disso passamos a nos sentir tão desvendadas. Então nos deparamos, novamente, com o ciclo. Bem ali, na nossa frente, tão evidente e intrigante quanto suas interrogações e reticências. Anda, desanda, ata, desata, sente, não sente, sai, volta, vai, vem...Fica!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Carrie, cadê o (meu) 'za-za-zu'?

- Como é que se sustenta uma relação sem um 'za-za-zu'?
- O quê?
- O frio que dá na barriga, as borboletas no estômago quando se ama e se quer alguém. Não seria isso que mantém as pessoas juntas ao longo dos anos? Mesmo que o amor diminua, vive-se com a memória do 'za-za-zu'.
(...) Um homem mais ou menos é melhor que uma relação mais ou menos? (...) Em se tratando de relações talvez todas as casas tenham telhados de vidro. Porque você nunca vai realmente saber. Alguns se acomodam, outros entram em acordos. E outros se recusam a aceitar qualquer coisa que não cause nada menos que borboletas no estômago.

* conversa entre Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte no brunch - durante o episódio 'Adoro uma charada', 5a temporada de Sex and the City.
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Tentando não criar polêmica, ou pelo menos uma que não seja tão apocalíptica, será que os 'za-za-zus' ficaram apenas nas produções cênicas ou literárias? Sem querer fazer tempestade em copo d'água, mas desde já desejando que faça bom tempo - ao menos na frestinha da janela - na maior parte do tempo: quantas tulipas de ceticismo teremos que engolir goela abaixo? Ode à realidade, minha gente! Ãããnnhh...Mas assim, posso salpicar a (meu) gosto generosas pitadas de suspiros, poesias e, por quê não, 'za-za-zus'?

terça-feira, 10 de agosto de 2010

transcendendo



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É isso, querida. Eu e suas duas queridas somos assim, somos isso. E todas nós somos frutos da mesma árvore. Você é e sempre será nossa tão amada flor. Hoje, em especial, ainda comemoramos por você continuar existindo dentro de nós. A saudade dá lugar a festa, mas as lembranças permencerão conosco até um possível reencontro. Até um dia, até breve.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Gentileza x Nostradamus

'Beijo em pé (como fez o Casillas)

Uma vez, almocei com duas amigas mineiras, ambas casadas há bastante tempo, veteranas em bodas de prata, e ainda bem felizes com seus respectivos. Falávamos das dificuldades e das alegrias dos relacionamentos longos. Até que uma delas fez uma observação curiosa. Disse ela que não tinha do que reclamar, porém sentia muita falta de beijo em pé. Como assim, "beijo em pé"? Depois de um tempo de convívio, explicou ela, o casal não troca mais um beijo apaixonado na cozinha, no corredor do apartamento, no meio de uma festa. É só bitoquinha quando chega em casa ou quando sai, mas beijo mesmo, “aquele”, acontece apenas quando deitados, ao dar início às preliminares. Beijo avulso, de repente, sem promessa de sexo, ou seja, um beijaço em pé, esquece. E rimos, claro, porque quem não se diverte perdeu a viagem. Faz tempo que aconteceu essa conversa, mas até hoje lembro da Lucia (autora da tese) quando vejo um casal se beijando na pista de um show, no saguão de um aeroporto ou na beira da praia. Penso: olha ali o famoso beijo em pé da Lucia. Não devem ser casados. Se forem, chegaram ontem da lua de mel.
Há quem considere o beijo – não o selinho, o beijo! – uma manifestação muito íntima e imprópria para lugares públicos. Depende, depende. Não há regras rígidas sobre o assunto, tudo é uma questão de adequação. Saindo de um restaurante, abraçados, caminhando na rua em direção ao carro, você abre a porta para sua esposa (sim, sua esposa há uns bons 20 anos) e taca-lhe um beijo antes que ela se acomode no assento. Por que não? Porque ela vai querer coisa e você está cansado. Ai, não me diga que estou lendo seus pensamentos. O beijo entre namorados, a qualquer momento do dia ou da noite, enquanto um lava a louça e o outro seca, por exemplo, é um ato de desejo instantâneo, uma afirmação do amor sem hora marcada. No entanto, o tempo passa, o casal se acomoda e o hábito cai no ridículo: imagina ficar se beijando assim, no mais, em plena segunda-feira, com tanto pepino pra resolver. Ninguém é mais criança.
Pode ser. Mas que gracinha de criança foi o goleiro Casillas ao interromper a entrevista da namorada e tacar-lhe um beijo sem aviso, um beijo emocionado, um beijo à vista do mundo, um beijo em pé. Naquele instante, suspiraram todas as garotas do planeta, e as nem tão garotas assim. E os homens se sentiram bem representados pela virilidade do campeão. Pois então: que repitam o gesto em casa, e não venham argumentar que não somos nenhuma Sara Carbonero. Isso não é desculpa'.

MEDEIROS, Martha

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Apesar de ser fã da Martha e visitar seu blog com certa frequência, confesso que não conhecia esse texto. Entre crianças, pizzas e comédias românticas adolescentes, uma amiga comentou sobre a pérola acima. Simples, corriqueira e franca. Tamanha a veracidade que chega a nos causar uma certa estranheza. Por que mesmo permitimos que isso aconteça com a gente tantas vezes? Há quem diga que são apenas detalhes diante de todo um universo da relação. Eu acredito que sejam coisas como essas (simples ou complexas - para alguns) é que são os verdadeiros alicerces de uma vida a dois. Sim, penso que pequenas surpresas e gestos singelos são os grandes responsáveis pelo bom andamento dos namoros ou casamentos. Apesar de parecer fácil, eis aí uma das grandes dificuldades para manter os dois devidamente envolvidos. É claro que o cotidiano corrido, as atribulações do trabalho e o stress do trânsito são perfeitamente capazes de tirar o bom humor (e um bocadinho do senso) de qualquer um. Basta imaginarmos o quão revigorante seria se recebêssemos um telefonema ou torpedinho de nosso (a) companheiro (a) durante o turbilhão de confusões ao longo do dia. Um simples "tenha um ótimo dia e obrigado por todos os outros em que estamos juntos" poderia fazer milagres por toda a semana. O afago espontâneo em meio as pequenas tarefas domésticas ou "O beijo roubado" entre um serão, feito por conta do trabalho levado pra casa, podem se transformar em troféus antecipados ao fim de cada saga do dia a dia. Parece que nos dias de hoje não apenas os gestos românticos ou as demonstrações públicas de afeto soam como ridículas, acho que em um relacionamento contemporâneo a gentileza também não está inclusa no pacote. É como tv por assinatura, para obter um ponto adicional o combo precisa ser plus. Certa vez, assistindo um programa na televisão, vi um cara ligado à música falar sobre o Suassuna e do quanto ele ficou atônito com a atitude do escritor. Segundo o rapaz, ele e sua equipe estavam voltando para São Paulo e/ ou Rio após uma turnê com o Suassuna, quando o autor perguntou ao moço sobre sua esposa Zélia (com quem é casado há mais de 50 anos), após caminhar com ela até hall do aeroporto e retornar para perguntar ao entrevistado "apenas" a seguinte frase : - Ela não é linda?
Uou! Caceta!!! De acordo com as previsões baseadas nos raios-x dos dias atuais, em menos de 50 anos um gesto como esse será mais raro do que ganhar na loteria. Logo, no século XXII, a chance de um relacionamento onde esses pequenos encantos não sucumbam no profundo mar do ceticismo será, então, a mesma que a de um possível novo alinhamento dos planetas do sistema solar: uma a cada um trillhão de anos.

--> para quem ainda não viu ou não se cansa de ver o sonho de consumo de todas as mulheres: Casillas Encantado