sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sem romance, sem livro

- (...) Ah, então, vamos combinar um teatro e depois a ida ao Anima Mundi?
- Sim, sim, beleza. Faz um tempão que não vou ao teatro mesmo...É isso, na próxima semana! [entre 5 a 7 segundos de pausa] Poxa, eu acho que você tinha que arrumar uma pessoa legal!
- Ué...Pera aí, como assim? Por que tá me dizendo isso?
- Ah, porque sim. Acho que seria bacana, acho que você ia curtir estar com alguém que goste dos mesmos programas (por mais incrível que seja, isso é mais difícil do que parece), que tenham gosto musical compatível e outras coisas do tipo...
- Não, desculpe, não estou entendendo. Então, se te chamo pra sair é romance?
- Ei, claro que não! Agora fui eu quem ficou confusa. Eu só externei um desejo, o que gostaria que acontecesse pra você!
- Então felicidade está condicionada a estar envolvido com alguém? Namorada, noiva, esposa?
- NÃÃÃO! Não foi nada disso o que quis dizer. Nossa, não me fiz entender? Eu só acho que poderia ser muito bom o fato de você estar (casado, noivo, namorado, 'saindo com' e/ ou afins) com uma mulher bacana. É isso!
- Assim, eu tô parecendo carente? Tô com cara de carente, de quem tá sentindo falta ou precisando de namorada?
- Ai...Vamos lá. Ei, psiu, preste atenção: deixe de caraminholar coisas aí nessa cabeça! Oi!? Por favor, não vá criar várias teorias da conspiração e depois sumir numa nuvem branca!
- Não, tá tranquilo. Só não entendi. Estávamos falando de pêra e você me vem com alho...
- Sabe aquela expressão que quase ainda tá na moda pela internet e todas as 'miguxas e miguxos' vivem dizendo (ou, pelo menos, diziam desde sempre há 15 dias atrás): #Prontofalei? Aêêê, meu beeem, é isso! Ufa! Pronto, viu? Falei!
- Ummm...É... Não sei, tem que ver aí...

* Diálogo real entre dois amigos surreais

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Eis aí um dilema: ou cometi um erro grave ou a guerra dos sexos nunca terá fim. À medida que o tempo passa, tenho a sensação de que as coisas estão cada vez mais cíclicas. Ainda que possa parecer óbvio demais, a cada dia tenho acreditado em movimentos culturais que tendem a se repetir, a moda e a alta costura com seus "in" e "out" incessantes, os personagens políticos - com suas ideias cada vez menos criativas e com maior número de adeptos - e as relações humanas de modo geral. Interessante reparar isso através do nosso próprio comportamento. Sabendo que a democracia tem lá seus altos e baixos, agora a liberdade tem voltado a ser tendência. Seja de escolha, de imprensa, de se relacionar com quem quiser, de não se relacionar, ou ainda de expressar sua orientação sexual. Me parece que tudo o que se quer é se desprender das convenções sociais. Então, desejar um relacionamento 'convencionalmente normal' seria sinônimo de fracasso ou retrocesso ao tempo em que morávamos em cavernas? Ainda que eu queira ser qualquer outra coisa, que não apocalíptica e menos ainda conservadora, a sensação mais constante é a de que existe uma espécie de consciência coletiva universal que já designa todo o relacionamento fado ao fracasso, em especial, os monogâmicos. Logo, a melhor saída para evitar 15 dias de pura e autêntica fossa imediatamente após o término do namoro ou então, não lidar com disparidades de gênios ou ainda com o desconforto que há em ter um convívio razoável entre indivíduos educados em nichos distintos se torna - de fato - nos resguardarmos do maior número de relacionamento que pudermos. Há pouco tempo eu descobri que, na verdade, a guerra dos sexos é uma caótica guerra dos relacionamentos. Homens e mulheres, gays, bi ou homosssexuais são assombrados pelos mesmos fantasmas que insistem em perambular por entre todos! Enquanto nossos avós tentaram fugir de um dos maiores temores da humanidade: solidão; nossos filhos já estão propensos a desenvolver tendências eremitas antes mesmo de nascerem.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

para além da vida
















* Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón - 06 de julho 1907 - 13 de julho de 1954
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Porque alguém que transformou seu amor, sua dor, suas inquietudes, tragédias e sonhos em alimentos viscerais de seu trabalho e, por conta disso, razão de viver merece - sem sombra de dúvida - ser chamado de artista. À sua essência, todas as homenagens.

terça-feira, 22 de junho de 2010

smile =D


'Cala a boca Pensamento, ou te enfio uma faca!'

SIMPSON, Homer

Sim, a personagem de M
att Groening merece crédito próprio. Homer é rei!

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Em dias nublados e cinzentos: gargalhada para feixe de luz
Quando o melhor a fazer for calar: sorriso pra ajudar a digerir o nó

Para o descaso e o desafeto: um belo agradecimento pela espirituosidade

e reverência pra manter longe a dor (ainda que provisoriamente)

Na escassez ou falta de amor: humor
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terça-feira, 15 de junho de 2010

obrigada, não!


* - Opa, que isso, todo o respeito já que é uma senhora casada.
- Não, não sou casada.
- Ué, não é casada?
- Não, não sou.
- Aaahhh, pô! Aahh...Se eu fosse solteiro!
- ???

* Diálogo real entre mim e um colega de trabalho

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Isso aconteceu há algum tempo, sabe? Achei, no mínimo, interessante. Confesso que fiquei confabulando sobre isso durante algumas horas de alguns dias. O não tão interessante, mas não menos surpreendente foi que o tal colega se referia somente:... A ele! Incrível mesmo, minha gente! Como: - Poxa, o único impedimento que há para ficarmos juntos é o fato de que eu sou casado, sendo assim, preciso fazer de tudo pra amar minha esposa de verdade e tentar não traí-la. Fora isso, tá tudo certo, partindo do princípio que você - OBVIA E PREVIAMENTE - já quer. Então, é isso, fique atenta, qualquer dia...Tô aê! - Ãhh...Oi?! Assim, que tal pensar na possibilidade de eu não querer ou até mesmo, nem ter cogitado a ideia?! ... Não?!

Sem exagero, eu acho quase obscena essa coisa de pensar que toda, ou quase, mulher solteira está disponível pra qualquer situação, seja ela qual for. Solteiras, as mais novas entregues à sorte! Tá, isso ameniza um pouco quando você diz que não é casada, mas, mas, NAMORA. Você até consegue diminuir 1 ou 2 pontos na escala richter das mulheres sérias, mas nada que não possa manter sua credibilidade a 3 palmos do chão.
Chega a ser engraçado ver as coisas se repetirem, em poucos anos depilação será demodé (ou 'in' só para os retrôs) e nossas madeixas voltarão a ser abaixo da cintura - por conta da comodidade que deverá ser ao termos nossos machos voltando a nos arrastar pelos cabelos. Por favor, não queremos ter que passar pela queima de sutiãs novamente.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

alta definição


'Eu fico com a pureza da resposta das crianças
é a vida, é bonita e é bonita'

GONZAGUINHA

- Meninas, como vamos fazer a foto?
- Assim, ó!
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Se isso não é vida, então acho que não vivo (nem existo).

quinta-feira, 6 de maio de 2010

questão de gênero




'A vida é uma menina desprevenida'

CARVALHO, Thiago.

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Vida - Dicionário Priberam da Língua Portuguesa:

1. O período de tempo que decorre
desde o nascimento
até à morte dos seres;
2. Modo de viver.
3. Comportamento.
4. Alimentação e necessidade da vida.
5. Ocupação, profissão, carreira.
6. Princípio de existência, de força, de entusiasmo,
de actividade!atividade (diz-se das pessoas e das coisas).
7. Fundamento, essência; causa, origem.

--> SUBSTANTIVO FEMININO (e ponto)

sábado, 24 de abril de 2010

wonderwall?

'Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta meu desejo
Tente me obrigar a fazer o que não quero
E você vai logo ver o que acontece.
Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas.


Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Tudo está perdido mas existem possibilidades.
Tínhamos a idéia, mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia
Já passou, já passou - quem sabe outro dia.

Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo terrorismo, falávamos de amizade.

Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho mas
Não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar.

Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda a calma do mundo'.

* Sereníssima, Legião Urbana

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Antes os sonhos de menina
Agora um despertar abrupto
Antes o medo seguido de afago
Agora só a ameaça do receio (sem direito a ombro ou acalanto)
Antes as gargalhadas permeavam nossas noites,
contidas para não acordar toda a casa [cheia de nós]
Agora os sussurros desentendidos deram lugar os gritos
[transbordando o que não somos]
Antes eu via, o via, ouvia e ávida por tudo isso
Agora mal enxergo o que há de vir...
Antes eu queria tanto!
Agora só não consigo...
(por enquanto, tomara!)